terça-feira, 26 de julho de 2011

A felicidade absoluta




O propósito da fé
As pessoas absolutamente felizes têm em comum a harmonia, a realização, a saúde, a longevidade e a vitória infalível — objetivos que representam o coração das Cinco Diretrizes Eternas da Soka Gakkai. Cada diretriz abrange de forma objetiva o propósito da fé e o espírito essencial da prática budista.
Quais são as Cinco Diretrizes?
(1) Prática da fé para criar a harmonia familiar. (2) Prática da fé para conquistar a felicidade. (3) Prática da fé para vencer as dificuldades. (4) Prática da fé para manter a boa saúde e obter longevidade. (5) Prática da fé para alcançar a vitória infalível.
A felicidade abstoluta
Dentre todos os objetivos de uma pessoa, os CINCO mais importantes devem ser: ter harmonia familiar; ser um indivíduo feliz de forma plena e duradoura; vencer qualquer dificuldade; ter excelente saúde e longa vida; e viver no fluxo da vitória insuperável, completa e constante.
Não perca para a negatividade
Existe uma tendência de duvidar que a felicidade completa exista de fato. Uma pessoa feliz agora pode se sentir infeliz no instante seguinte, devido à negatividade do contato com outra pessoa, por exemplo. Das pequenas às grandes mudanças no cotidiano, nos relacionamentos, tudo pode ser motivo para trazer de volta a infelicidade. Viver com medo das circunstâncias externas cria raízes de sofrimento e conduz ao absurdo de se acreditar que a felicidade não é possível.
O medo citado acima é a manifestação da escuridão fundamental que impede as pessoas de enxergar o verdadeiro caminho para uma vida realizada.
Qual o objetivo da fé? Com que espírito uma pessoa pratica o Budismo?
As Cinco Diretrizes são a resposta para essas questões. É a fórmula para obter a vitória completa e construir uma vida realizada.
Mais do que ser feliz num ou noutro momento, o que as pessoas desejam e merecem é que a felicidade seja sólida e duradoura. Construir uma vida de felicidade inabalável é o objetivo. As Cinco Diretrizes existem para garantir a felicidade absoluta.
A felicidade absoluta existe
Uma vida plenamente realizada é possível. Ninguém precisa viver com medo das mudanças. Uma condição de vida inabalável é possível de ser construída no cotidiano.
Afinal, viver com base na insegurança é algo sem sentido do ponto de vista do Budismo. Existem pessoas que vivem apavoradas com o que pode acontecer, sem o menor domínio da própria vida.
A resposta é viver de acordo com o ritmo do universo, viver inspirado pela Lei Mística. Aplicar a Lei Mística no cotidiano é conquistar as Cinco Diretrizes por meio da prática da fé.
NAM-MYO-HO-RENGUE-KYO

Extraído do BS 2093 - 23/Jul/11

terça-feira, 19 de abril de 2011

Você é um bom ouvinte ou um mau ouvinte?


Tipos de ouvintes...

O mau ouvinte

Sempre interrompe uma pessoa no meio de uma frase. Ele não percebe mas isso demonstra traços negativos de caráter como impaciência, descortesia, arrogância ou prepotência.
Procura antecipar ou adivinhar o que o outro vai falar, reflete uma pessoa muito ansiosa, impaciente ou bajuladora.
Demonstra desinteresse ou pára de prestar atenção quando um assunto não é de seu interesse: revela baixa concentração, descortesia e falta de habilidade para negociar seus pontos de vista.
Quando não concorda com a opinião do outro, tende a desligar-se e começa a pensar no argumento com que rebaterá.

Sem perceber, está enviando algumas mensagens muito negativas a quem fala:
1. Não está prestando atenção a ela.
2. Não está valorizando a sua opinião.
3. Acha que o que tem a dizer é muito mais importante.

O bom ouvinte

Tenta ver as coisas como quem fala, as vê e sente as coisas como quem fala. Isso é que se chama empatia. É colocar-se no lugar do outro.
O bom ouvinte fica atento tanto para aquilo que é dito quanto para o que não é dito.
Ouve com os olhos (não desvia os olhos da pessoa). Mostra o esforço para ouvir atentamente o que o outro tem a dizer.
Evita dar muitos conselhos, nem diz o que a pessoa deve decidir ou como resolver seus problemas.
Não revela a outros uma confidência.

Dicas para ouvir melhor

• Não interrompa o seu oponente quando ele estiver falando. Esta recomendação parece muito básica, mas reflita e veja se de vez em quando você não está fazendo isso. Além de ser falta de educação, você estará interrompendo um precioso fluxo de informação. Mesmo que o que está sendo dito não seja verdadeiro, fique quieto, deixe-o terminar e depois faça os comentários que julgar pertinente.
• Sorria, acene com a cabeça afirmativa ou negativamente e emita sinais visíveis de que está acompanhando devidamente o que a pessoa está dizendo.
• Alguns acreditam que negociar é simplesmente persuadir, e para estes persuadir significa falar mais do que o oponente. Acham que falar é uma postura ativa e ouvir é algo passivo. Se esquecem que é muito difícil persuadir outras pessoas quando você não sabe o que realmente as motiva.
• Não se concentre tanto naquilo que quer falar. Preocupe-se mais com o que está sendo dito no momento e quais informações estão sendo liberadas.
• Sem perceber, alguns preconceitos ou filtros impedem ouvir aquilo que não se quer ouvir. Um exemplo é prestar mais atenção a cacoetes, sotaques e vocabulários diferentes do que o conteúdo daquilo que se ouve.

Brasil Seikyo - Edição 1859 - 16/09/2006 - Pág.B2 - Caderno da Mulher

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Oração



...Á oração, é algo natural e que acompanha o ser humano há muito tempo. Antigamente, orava-se pelo Sol, pela Lua... a oração é uma maneira que encontramos para reverenciar o próprio Universo. Que todas as pessoas, independentemente de terem religião ou não, oram por alguma coisa, principalmente quando se deparam com o sofrimento.




Daisaku Ikeda, presidente da Soka Gakkai Internacional (SGI), nos dá uma bela dimensão. Ele afirma que todo desejo é uma forma de oração. Podemos dizer que, ao orarmos por aquilo que é o nosso maior desejo, a vida começa a mover-se nesse sentido.




O ato de orar traz esperança para se mover e transformar a circunstância. Um convidado, por exemplo, que chega a uma das reuniões do budismo, vem em busca de esperança, de uma resposta para entender o que se passa com ele; muitas vezes, quer acabar com o sofrimento que está enfrentando.



Esse é o benefício da oração. Ela tem o poder de mudar o coração, de mudar a mente. Muitas vezes, dá a impressão de que nossas orações não são respondidas. É preciso entender que o fato de não concretizarmos determinado objetivo também é uma resposta. De qualquer forma, a oração muda a realidade. Se, muitas vezes, por meio dela não conseguimos a solução para os problemas, adquirimos pelo menos condição para enfrentá-los. Se não for possível retirar a montanha de obstáculos da nossa frente, certamente a oração trará força e sabedoria para escalar essa montanha.



Refletindo, nós podemos questionar... “Qual é o objetivo de praticarmos o budismo?” Não é com o propósito de sermos felizes? Quando voltamos a esse ponto primordial, torna-se mais fácil compreender que somos os únicos responsáveis por nosso Daimoku (Nam-myo-ho-rengue-kyo).



O que precisamos é, por meio da objetividade, buscar motivação para orar.


Esta motivação é adquirida através de nossos objetivos bem definidos e a concretização deles, bem como nossos esforços para se aprofundar nos estudos e o diálogo para troca de experiências e conhecimento.



A fonte deste breve resumo foram as revistas Terceira Civilização nº 476, 478, 483, 484.



quarta-feira, 30 de março de 2011

Kenzoku - Pontos de Reflexão


Fundamentalmente, nossa felicidade ou iluminação depende unicamente de nossos esforços e não das ações de outras pessoas. Porém, quando compartilhamos uma relação próxima ou um compromisso com outra pessoa, nossa vida torna-se ligada à dela e, nesse sentido, não podemos estar completamente satisfeitos se ele ou ela estiver infeliz.
Mesmo que uma mulher seja feliz individualmente, se o marido a quem ama estiver sofrendo ela se sentirá insatisfeita. Por essa razão, ela deve apoiar os esforços do marido para tornar-se feliz. E, naturalmente, este mesmo raciocínio mantém-se verdadeiro na atitude de um marido em relação à sua esposa.
Praticamos o budismo para beneficiar não só a nós mesmos, como todos ao nosso redor e, em um sentido mais amplo, toda a humanidade.

No budismo há o conceito chamado de origem dependente que revela a inter-relação existente entre todos os seres. Há também os conceitos de relação cármica e kenzoku (pessoas ou grupo de pessoas que possuem uma mesma tendência de vida). Portanto, os indivíduos vêm a se encontrar e a conviver (na família, no trabalho, na comunidade etc.) por possuírem inerente essa relação cármica ou tendência de vida. Assim sendo, é inútil fugir ou procurar estratégias para desvencilhar-se dos problemas de relacionamento. Uma vez que essa tendência é inerente, ela acompanhará a pessoa aonde quer que vá, da mesma forma que a sombra segue o corpo.
Mas felizmente as tendências podem ser mudadas. Por essa razão, aqueles com problemas de relacionamento são orientados a transformar positivamente essa tendência. Isso faz parte do processo da revolução humana.

Há ainda uma outra razão, e esta ainda mais profunda, para que as pessoas se esforcem em mudar a tendência de vida e conviver em harmonia. Com base nesses conceitos mencionados, por mais que as pessoas tentem evitar umas às outras, num dado momento e circunstância, suas vidas se cruzarão no mesmo caminho.
Essas circunstâncias, em geral, são momentos de dificuldades e sofrimentos. Poderá ocorrer então de a pessoa perceber que somente a outra, e mais ninguém, é capaz de ajudá-la. Isso pode parecer para muitos rigoroso demais ou então se tratar de uma ironia do destino.
No entanto, no budismo trata-se da inter-relação dos seres.
Diz o ditado que quando um não quer, dois não brigam. Isso implica que uma das partes tem de tomar a iniciativa para remediar a situação.
"O diálogo é a base da revolução humana."

Fonte: BS 1855 e TC 402

quinta-feira, 24 de março de 2011

Kenzoku - Relação Cármica


Kenzoku – relação cármica, também chamado de “relação compartilhada”, que
explica a razão de nascermos em determinada família, sociedade e país. A explicação está no fato de termos cultivado com as pessoas que compõem esses núcleos uma relação no passado.

Por estar além de nossa compreensão, é extremamente complexo entender que o fato de convivermos com determinadas pessoas é porque há, realmente, uma relação cámica de nossa vida com a delas, criada no passado e manifestada no presente. Como dito, para tudo na vida existe uma causa que gera um efeito. Nada é por acaso. Tudo é causa e efeito, inclusive as pessoas com quem convivemos. O fato de termos nascido, por exemplo, em uma determinada família é porque possuímos as mesmas causas que as demais pessoas que também pertencem a ela. E se possuímos as mesmas causas, os efeitos também são compartilhados. Quando reconhecemos isso, compreendemos a razão dos sofrimentos, das alegrias, das dificuldades, enfim, dos acontecimentos que envolvem a família. Nesse sentido, quando a família está em crise, se uma única pessoa decidir transformar a situação, todos também compartilham dessa mudança. Aqui se encontra a importância de uma única pessoa.

As pessoas ao nosso redor, principalmente os nossos familiares, necessitam ver a prova real, a mudança de nosso comportamento, pois nos conhecem melhor que ninguém. Por mais que aparentemos ser excelentes fora de casa, nossa família vê com clareza a realidade de nossa condição. Tudo deve ser conduzido com base na sincera recitação do Gongyo e do Daimoku, que nos fazem enxergar a verdadeira essência de todos os fenômenos. Dessa forma, tomamos as atitudes corretas e necessárias para transformar o local em que vivemos da maneira como almejamos.

Portanto, o fato de nos sentirmos felizes ou infelizes depende de nós próprios. Se não transformarmos nosso estado de vida, nunca conseguiremos sentir a verdadeira felicidade. Quando realmente mudamos a condição interior, conseguimos ver qualidades nas pessoas, e o mundo se transforma.

“Nós falamos sobre o Kossen-rufu (Paz Mundial) como um movimento a ser promovido na sociedade, mas seu verdadeiro eixo encontra-se em nosso lar, em nossa família. A prova mais convincente para desenvolver o Kossen-rufu é a felicidade que estabelecemos em nossa casa. E é essa felicidade que sustentará a nossa convicção diante de qualquer pessoa. (...) Quero dizer a todos que a felicidade deve ser conquistada por nós mesmos, sem esperar que os outros nos façam felizes.
(...) Ela depende unicamente da nossa determinação e do fervor da nossa prática da fé”.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Desejos Mundanos


O que são os desejos mundanos?
O termo “desejos mundanos” muitas vezes pode ser associado à idéia de imoralidade ou de perversidade. Porém, esta é uma interpretação errada. A palavra “mundano” é utilizada no sentido de algo derivado do “mundo”. Portanto, “desejos mundanos” deve ser entendido como “desejos do mundo” ou como “desejos materiais”. Muitas pessoas almejam um bom emprego, enquanto outras, uma bela casa. Há aquelas que lutam para superar o carma de doença ou para criar um bom relacionamento familiar. Todos estes desejos fazem parte da vida de qualquer pessoa humana e compreendem os desejos mundanos, que evidentemente não podem ser erradicados. Porém, a prática do Budismo de Nitiren Daishonin faz com que estes desejos se transformem em iluminação, isto é, em felicidade.


Como transformar os desejos mundanos em iluminação?

O simples fato de possuirmos desejos não significa que estamos automaticamente “iluminados”. A palavra chave para a transformação dos desejos mundanos em iluminação é a recitação do Nam-myoho-rengue-kyo ao Gohonzon. Quando recitamos Daimoku com sincera fé ao Gohonzon, podemos desenvolver o autocontrole para não sermos dominados pelos desejos mundanos, mas sim para que eles se tornem a força propulsora para o próprio crescimento. Na escritura Resposta a Kyo’o, Nitiren Daishonin afirma: “O Nam-myoho-rengue-kyo é como o rugido de um leão. Que doença pode, portanto, ser um obstáculo?” (As Escrituras de Nitiren Daishonin, vol. 1, pág. 275.) Assim, quando se fortalece a prática da fé, mesmo uma grave doença deixará de ser um obstáculo para a felicidade. Pelo contrário, poderá se tornar um trampolim para o próprio desenvolvimento. E, naturalmente, essa transformação se aplica não só em relação a uma doença, mas também a outros tipos de problemas, desejos ou sofrimentos inerentes à vida diária. Esta transformação é justamente a aplicação prática do princípio de “desejos mundanos são iluminação”.


A transformação dos desejos mundanos em iluminação está associada à elevação do estado de vida?

De fato, quando elevamos nosso estado de vida, os diversos tipos de desejos mundanos, muitas vezes oriundos da nossa própria personalidade, acabam sendo redirecionados para um lado positivo da vida. Por exemplo, uma pessoa fortemente materialista e egoísta que almeja seu enriquecimento mesmo às custas da infelicidade de outros, com a prática da fé ao Gohonzon e a compreensão da profunda filosofia de vida do Verdadeiro Budismo, passa a manifestar um sentimento de se empenhar pela felicidade dos outros e pelo auto-aprimoramento como um valor humano para o Kossen-rufu. Assim, aquele intenso desejo inicial, de caráter puramente egoísta, transforma-se em um forte desejo de se desenvolver para contribuir em prol da felicidade das pessoas, demonstrando e comprovando o caminho da própria revolução humana. O que nos permite elevar o estado de vida são, sem dúvida, os esforços que empreendemos com base na recitação do Gongyo e do Daimoku, pois assim fazemos a causa para manifestar a sabedoria necessária para concretizar nossos objetivos. Na Preleção dos Capítulos Hoben e Juryo, o presidente Ikeda cita as seguintes palavras de seu mestre, o segundo presidente Jossei Toda: “O Gohonzon possibilita-nos perceber nossos apegos a desejos mundanos exatamente como são. Acredito que cada um dos senhores tenha apegos. Eu também tenho. Por termos apegos, podemos conduzir uma vida interessante e significativa. Por exemplo, para ter sucesso nos negócios ou realizar muito Chakubuku, precisamos ter apegos com relação a essas atividades. Nossa fé permite-nos manter esses apegos de forma que não nos façam sofrer. Em vez de sermos controlados pelos apegos, precisamos fazer pleno uso deles a fim de sermos felizes.”

Quando entendemos o princípio de bonno soku bodai (desejos mundanos são iluminação), percebemos que da mesma forma que todos os seres humanos buscam seus desejos, todos podem também manifestar o estado de Buda nesta existência.


Os desejos e apegos envolvem também a sociedade como um todo?

A existência dos desejos e apegos é uma condição da nossa existência no mundo real. Conseqüentemente, assim como cada um de nós, individualmente, a sociedade como um todo também é regida por desejos e necessidades das mais variadas naturezas. Na obra Escolha a Vida, o presidente Ikeda enfatiza: “É essencial controlar o desejo para que ele possa desempenhar um papel na direção da humanidade, da sociedade e de todo o Universo no caminho da vida criativa. O controle, e não tentativas vãs de extinção, é a maneira certa de lidar com os desejos.” (Pág. 315.) Dessa forma, entendendo melhor o princípio de bonno soku bodai, vamos determinar nossos objetivos baseando-se na prática em primeiro lugar, conscientes de que este esforço influenciará positivamente não apenas nossa vida, mas também toda a sociedade.


Extraído BS 1722 - 08/11/2003 Pág. A5