terça-feira, 19 de abril de 2011

Você é um bom ouvinte ou um mau ouvinte?


Tipos de ouvintes...

O mau ouvinte

Sempre interrompe uma pessoa no meio de uma frase. Ele não percebe mas isso demonstra traços negativos de caráter como impaciência, descortesia, arrogância ou prepotência.
Procura antecipar ou adivinhar o que o outro vai falar, reflete uma pessoa muito ansiosa, impaciente ou bajuladora.
Demonstra desinteresse ou pára de prestar atenção quando um assunto não é de seu interesse: revela baixa concentração, descortesia e falta de habilidade para negociar seus pontos de vista.
Quando não concorda com a opinião do outro, tende a desligar-se e começa a pensar no argumento com que rebaterá.

Sem perceber, está enviando algumas mensagens muito negativas a quem fala:
1. Não está prestando atenção a ela.
2. Não está valorizando a sua opinião.
3. Acha que o que tem a dizer é muito mais importante.

O bom ouvinte

Tenta ver as coisas como quem fala, as vê e sente as coisas como quem fala. Isso é que se chama empatia. É colocar-se no lugar do outro.
O bom ouvinte fica atento tanto para aquilo que é dito quanto para o que não é dito.
Ouve com os olhos (não desvia os olhos da pessoa). Mostra o esforço para ouvir atentamente o que o outro tem a dizer.
Evita dar muitos conselhos, nem diz o que a pessoa deve decidir ou como resolver seus problemas.
Não revela a outros uma confidência.

Dicas para ouvir melhor

• Não interrompa o seu oponente quando ele estiver falando. Esta recomendação parece muito básica, mas reflita e veja se de vez em quando você não está fazendo isso. Além de ser falta de educação, você estará interrompendo um precioso fluxo de informação. Mesmo que o que está sendo dito não seja verdadeiro, fique quieto, deixe-o terminar e depois faça os comentários que julgar pertinente.
• Sorria, acene com a cabeça afirmativa ou negativamente e emita sinais visíveis de que está acompanhando devidamente o que a pessoa está dizendo.
• Alguns acreditam que negociar é simplesmente persuadir, e para estes persuadir significa falar mais do que o oponente. Acham que falar é uma postura ativa e ouvir é algo passivo. Se esquecem que é muito difícil persuadir outras pessoas quando você não sabe o que realmente as motiva.
• Não se concentre tanto naquilo que quer falar. Preocupe-se mais com o que está sendo dito no momento e quais informações estão sendo liberadas.
• Sem perceber, alguns preconceitos ou filtros impedem ouvir aquilo que não se quer ouvir. Um exemplo é prestar mais atenção a cacoetes, sotaques e vocabulários diferentes do que o conteúdo daquilo que se ouve.

Brasil Seikyo - Edição 1859 - 16/09/2006 - Pág.B2 - Caderno da Mulher

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Oração



...Á oração, é algo natural e que acompanha o ser humano há muito tempo. Antigamente, orava-se pelo Sol, pela Lua... a oração é uma maneira que encontramos para reverenciar o próprio Universo. Que todas as pessoas, independentemente de terem religião ou não, oram por alguma coisa, principalmente quando se deparam com o sofrimento.




Daisaku Ikeda, presidente da Soka Gakkai Internacional (SGI), nos dá uma bela dimensão. Ele afirma que todo desejo é uma forma de oração. Podemos dizer que, ao orarmos por aquilo que é o nosso maior desejo, a vida começa a mover-se nesse sentido.




O ato de orar traz esperança para se mover e transformar a circunstância. Um convidado, por exemplo, que chega a uma das reuniões do budismo, vem em busca de esperança, de uma resposta para entender o que se passa com ele; muitas vezes, quer acabar com o sofrimento que está enfrentando.



Esse é o benefício da oração. Ela tem o poder de mudar o coração, de mudar a mente. Muitas vezes, dá a impressão de que nossas orações não são respondidas. É preciso entender que o fato de não concretizarmos determinado objetivo também é uma resposta. De qualquer forma, a oração muda a realidade. Se, muitas vezes, por meio dela não conseguimos a solução para os problemas, adquirimos pelo menos condição para enfrentá-los. Se não for possível retirar a montanha de obstáculos da nossa frente, certamente a oração trará força e sabedoria para escalar essa montanha.



Refletindo, nós podemos questionar... “Qual é o objetivo de praticarmos o budismo?” Não é com o propósito de sermos felizes? Quando voltamos a esse ponto primordial, torna-se mais fácil compreender que somos os únicos responsáveis por nosso Daimoku (Nam-myo-ho-rengue-kyo).



O que precisamos é, por meio da objetividade, buscar motivação para orar.


Esta motivação é adquirida através de nossos objetivos bem definidos e a concretização deles, bem como nossos esforços para se aprofundar nos estudos e o diálogo para troca de experiências e conhecimento.



A fonte deste breve resumo foram as revistas Terceira Civilização nº 476, 478, 483, 484.